Sementinha

20/05/2019

Não, eu não comecei (finalmente) meu jardim particular. Ainda não. A sementinha aqui é daquelas que a gente planta em pessoas e lugares e colhe bons frutos. Daquelas que me fazem acreditar um pouquinho na salvação do planeta, da humanidade.

Tem uma máquina de café na empresa onde eu trabalho. Daquelas grandonas, com café curto, longo (que não entendo a diferença até hoje), chocolate quente, capuccino e etc. O tipo de bebida que causa câncer, mas a gente bebe mesmo assim, porque é muito bom (o café puro nem tanto) e porque, mais importante, no caso aqui é DE GRAÇA! Quer mais notícia boa? A máquina fica no meu andar! Alguém entendeu que jornalistas precisam de café.

Só que temos um problema (além do câncer): cada cafezinho tomado equivale a 1 copinho plástico indo pro mar e parando no estômago de uma pobre baleia, ou tartaruga, ou peixe... eu me sentia culpada. A moça que trabalha comigo também se sentia culpada. Um dia começamos a conversar sobre nossa culpa e tentamos pensar juntas numa maneira de resolver o problema. Ela pensou mais rápido:

- E se a gente pegasse o café com uma caneca?
- Mas dá pra tirar o copinho e colocar a caneca ali a tempo?
- Não custa tentar.

Deu certo!

Desde então, nós usamos a caneca pra pegar café e colocamos o copo limpinho na mesa do lado. Quando o moço vem repor a máquina, ele reutiliza os copinhos.

O mais legal é que a gente começou a perceber que outras pessoas estavam fazendo o mesmo. Primeiro a Pâmela, depois a Sâmia e acho que já vi o Ivan usando a caneca uma vez.

Eu sei que 99% das pessoas no prédio ainda usam o copo, mas não temos pressa. A gente segue plantando essa semente até todo mundo usar a caneca e não precisarmos mais nos preocupar com copos plásticos. Nem nós, nem as baleias, peixes, tartarugas...

Se-men-ti-nha. Plantada, regada e colhendo frutos. Aos poucos. Sem pressa. Igual a natureza faz.

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